O Livro "O que são Profecias"

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sábado, 16 de março de 2013

Petrus Romanus



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Papa Franciscus I



Olá Srs.


no texto "Orem pelo meu Sucessor", publicado no dia 28 de fevereiro de 2013, dia da renúncia de Bento XVI, busquei descorrer minhas impressões sobre o futuro papa, baseado nas insignias de São Malaquias, e também algumas outras referencias proféticas.

Segundo Malaquias, o papa atual, Francisco I, seria Petrus Romanus, insignia atribuída a ele em uma lista de 112 insignias, escrita há aproximadamente 900 anos atrás, e cuja a taxa de acertos impressiona pela precisão.


Petrus Romanus"In persecutione. extrema S.R.E (Sancta Romana Ecclesia) sedebit Petrus Romanus qui pascet oves in multis tribulationibus: quibus transactis civitas septicollis dirueter, & Iudex tremedus indicabit populum fuum. Finis.".
Pedro Romano
"Na derradeira perseguição da Santa Igreja Romana estará sentado (no sólio de Pedro) Pedro Romano, que apascentará suas ovelhas em meio a múltiplas tribulações: as quais transcorridas, a cidade das sete colinas destruída, e o Juiz (que está) tremendo julgará o seu povo (o de Pedro). O fim."


**   **


Foram 111 insignias e 111 ligações aceitas entre elas e os respectivos papas, ao longo de 9 séculos.

Algumas ligações foram simples, com citações a locais de nascimento ou história familiar. Outras mais complexas, e só são efetivamente aceitas no decorrer de um papado.

João Paulo II é um bom exemplo disso, satisfez sua insignia de "Laboris Solis", tanto por seu nascimento, como por sua postura.

Laboris Solis é uma expressão em latim que significa a ocorrência de eclipses. Karol Wojtyła nasceu em 18 de Maio de 1920, quando ocorreu um eclipse parcial do sol na Ásia. E morreu em 2 de abril de 2005, quando outro eclipse solar ocorreu na América do Sul e em parte do Oceano Pacífico.

Mas João Paulo II também realizou o “trabalho do sol”, que “dá voltas” ao redor da Terra, fornecendo luz sem distinção. João Paulo II viajou a todos os continentes, foi a países islâmicos, comunistas e de outras religiões, sempre conclamando diálogo e o entendimento.


Mas além de São Malaquias, diversos outros que reconhecidamente tiveram a capacidade profética, como Dom Bosco, Padre Pio, Anne Catherinne Emerich, Benjamim Solari Parravicini, e etc... , falam sobre o mesmo contexto, de um papa em um cenário de guerra e morte.

Por exemplo, Dom Bosco :

Naquele momento, viu-se uma multidão de homens, mulheres, velhos, crianças, monges, monjas e sacerdotes, tendo à frente o Santo Padre, sair do Vaticano ordenando-se como se fosse uma procissão.

Nesse meio tempo, chegou-se a uma pequena praça coberta de mortos e feridos, vários dos quais pediam conforto insistentemente.

Depois de ter caminhado por um espaço correspondente a duzentos nasceres do sol, cada um percebeu que não estava mais em Roma. ... Depois, quando pôs os pés na cidade santa, começou a chorar ante a aflição demonstrada pelos cidadãos, muitos dos quais haviam morrido. De volta a São Pedro, cantou o Te Deum ... As cidades, as vilas, os campos tinham sua população bastante diminuída. A terra estava pisada como se tivesse passado um furacão, um temporal, o granizo, e as pessoas iam umas ao encontro das outras dizendo com a alma comovida: Est Deus in Israel.

Do início do exílio até o Te Deum, o sol levantou-se duzentas vezes. Todo o tempo que passou durante a realização desses fatos corresponde a quatrocentos surgires do sol”.


Ou ainda na mensagem em Fátima, Portugal (trecho):


"... vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia e ruínas, e meio trêmulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo
caminho;"


Então a profecia descrita para este papa, chamado por Malaquias de Petrus Romanus, sucessor de Gloria Olivae, este devidamente identificado como Bento XVI, não é unica que narra sobre sua perseguição e morte.

Ela é recorrente, e até mesmo na Revelação a João, notadamente no Capítulo 17, pode-se perceber este cenário para a Igreja.


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Esta imagem é quase uma profecia
 Os tres ultimos Papas juntos :

Karol Wojtyla - João Paulo II - Laboris Solis
Joseph Ratzinger - Bento XVI - Gloria Olivae
Jorge Mario Berglogio - Francisco I - Petrus Romanus



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E porque Bento XVI é Gloria Olivae?

A Ordem dos Beneditinos foi estabelecida em 529 na Toscana, Itália, no Monte Cassino, região produtora de oliveiras desde tempos remotos, e são chamados de Olivetanos, termo utilizado até os dias atuais.

BENEDITINOS => OLIVETANOS => OLIVAE

Ratzinger escolheu seu nome papal em homenagem a São Bento ou São Benedicto, padroeiro da Europa e fundador da Ordem dos Beneditinos.

BENTO => BENEDICTO => BENEDITINOS => OLIVETANOS => OLIVAE

Bento XVI é “Gloria Olivae“, o penúltimo papa listado por Malaquias.

Além disso a insignia pode ter relação com a admissão de Ratzinger, enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a espera messianica dos judeus.

Conforme o trecho do texto, O papa e o ac : O trabalho assinado pelo então Cardeal e atual Papa, Joseph Ratzinger, na época Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, causou surpresa.

Ratzinger disse que "cristãos e judeus compartilham da espera pelo Messias, embora os judeus aguardem sua primeira vinda e os cristãos, a segunda", e ainda destacou, " a diferença reside no fato de, para nós (cristãos), aquele que virá terá as mesmas características do Jesus que já veio".

Isso se deu quando houve a formação de um trabalho em conjunto entre os judeus e o Vaticano, fruto do Jubileu em 2000, em que ambos se debruçaram sobre documentos históricos, buscando conciliação.

Portanto Ratzinger também satisfaz a insignia por sua postura, neste caso anterior ao seu papado, ligando a insignia aos judeus ("Gloria as Oliveiras").


**   **

No texto "Orem pelo meu Sucessor", eu comento uma série de possibilidades sobre "Petrus Romanus", e dentre outras coisas, conjecturei sobre um papa mais "jovem", e estabelecí um período de tempo baseado neste perfil.

Comentei que : "Dentro do espaço da vida de Petrus Romanus, os eventos proféticos mais dramáticos poderão ocorrer, então, embora sem podermos precisar uma data, podemos precisar um período, baseado na vida de um homem saudável.

Se for eleito papa com idade em torno de 55 anos, e considerando sua vida útil até os 90 anos, são então 35 anos de papado, algo entre 2013 e 2048.

E durante este período haverá "uma semana" descrita por Daniel, os sete anos de atuação do anticristo."


Portanto este prognóstico se acelerou, já que temos um papa com 76 anos de idade.

Baseado nisso, e caso as profecias estejam corretas, estamos então falando de algo muito mais próximo no tempo.

Falamos de eventos proféticos que poderão ocorrer entre esta e a próxima década.



Outra coisa comentada no texto é que não havia nenhuma profecia sobre um "papa negro", e isso se mantém,  ela realmente não existe. Eu comentei sobre os Jesuítas, mas o fato de ter sido eleito um papa Jesuita foi o tipico caso de "atirar no que viu e acertar no o que não viu".

Então embora não haja esta profecia, alguns podem alegar isso pelo fato de Francisco I vir desta Ordem, o que inclusive é fato muito significativo para o que virá a seguir neste texto, relacionado com sua postura mais ortodoxa e fiel aos principios do Cristianismo.



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Francisco I é Petrus Romanus?

No texto já indicado, eu deixo claro a minha posição sobre sua postura, ligando isso a satisfação da insignia de São Malaquias.

"Petrus Romanus irá se OPOR a isso (reconhecimento do ac), e apesar das pressões nao irá endossar a pretensa divindade do anticristo.

Isso selará a perseguição a sua pessoa, ao catolicismo e cristianismo, e explica a guerra chegando aos muros do Vaticano.

Quando alguns falam novamente em um "papa mal", eu digo que será um Papa normal, com acertos e erros, que poderá até vacilar por alguns momentos, mas que por fim se manterá fiel a JESUS, mesmo ao custo de sua vida e de sua Instituição, e fazendo jus a sua insignia."


Portanto a insignia será satisfeita por sua postura frente ao anticristo, mas não é apenas isso.

A frase do Papa deixa o tom de seu papado 

"Se não professamos Jesus Cristo, nos converteremos em uma ONG piedosa, não em uma esposa do Senhor".


Notem que o Papa usa o termo "esposa do senhor", reafirmando o termo "mulher" utilizado na Revelação, termo este explicado neste Blog em alguns textos.


E o novo papa declarou também em entrevista, sobre a escolha de seu nome :

"Na eleição, eu tinha ao meu lado o arcebispo emérito de São Paulo (Dom Claudio Humes), um grande amigo. Quando a coisa começou a ficar um pouco perigosa, ele começou a me tranquilizar. E quando os votos chegaram a 2/3, aconteceu o aplauso esperado, pois, afinal, havia sido eleito o Papa. [...] Ele me abraçou, me beijou e disse: 'Não se esqueça dos pobres'. Aquilo entrou na minha cabeça. Imediatamente lembrei de São Francisco de Assis."


A ligação inequivoca com Francisco de Assis, expressa pelo próprio Papa Francisco, está dita, e também o motivo, que foram simples palavras do Cardeal de São Paulo.

Estas palavras o levaram a escolher, dentre mais de 10 mil santos disponíveis, um cujo o nome contem "Pietro", cuja a postura é inquestionável pelo aspecto da fidelidade cristã e da atuação moral.

O nome de batismo de São Francisco de Assis, era Francesco di Pietro di Bernardone.


Pietro é PEDRO ou ainda PETRUS.

E Francesco di Pietro di Bernardone, ou São Francisco, nasceu em Assis em 1182, no então Sacro Império Romano, e especificamente no Ducado de Espoleto, que 20 anos depois se tornaria parte dos Estados Pontificius, o próprio território da Igreja que existia na atual Itália, cuja a governança direta, Capital e Governança, era Roma e o Papa.

Curiosamente o jovem Francesco di Pietro di Bernardone, filho de pais prósperos, negociante e proprietário de terras, antes engajado nas guerras do Exército Papal , se converte justamente por volta da mesma época, vendendo propriedades e mudando sua vida em direção ao auxílio, a simplicidade e a pobreza. Seu nome, escolhido por sua mãe, foi Giovanni ou João em português, mas depois seu Pai oficializou seu nome como Francesco.

São Francisco




ROMA não é só o poder político aqui representado pelo Sacro Imperio Romano, porque este Império tinha suas divisões internas e Governantes, mas todos se submetiam a Roma, que exercia uma espécie de "Poder Moderador" geral. A influencia da Igreja, presente em todos os aspectos da vida destas populações por Séculos, inclusive legitimando e destronando reinos, é fato histórico mas também profético, chamado na Revelação de "prostituição".

"Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;  com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam sobre a terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição."(Apocalipse 17:1-2)



Cabe também comentar que os Jesuítas são conhecidos por seu trabalho intelectual, sendo reconhecidos como tal em instituições de renome. São Francisco de Assis é também conhecido pela alcunha de "O pensador".



Francisco I  é  Petrus Romanus


Então a mim parece que a insignia foi satisfeita pelo nome, a ligação com o personagem histórico é consistente porque o Papa assim o declara, e o Pietro "salta aos olhos", aliado ao seu local de nascimento e postura de vida.
Lembre-se : "..  Pedro Romano, que apascentará suas ovelhas em meio a múltiplas tribulações .."

E também lembrando que a escolha foi um acaso não consciente.

E também tenho lido comentários de terceiros, de estudiosos e vaticanistas falando da postura deste Papa, de sua ortodoxia ligada ao fato de ser Jesuíta, sobre seu histórico pessoal de fidelidade a Doutrina cristã e da Igreja.

A insignia ligada a São Francisco é coerente com a idéia de alguém fiel a Doutrina cristã e a Jesus, mas também aspectos das profecias a seu respeito, como o destacado acima.

Lembre-se também que Petrus Romanus pode significar algo como  "Pilar Cristão" ou o "Alicerce Cristão".

Romanus ==> Romano ==> Cristão


O entendimento relacionando a postura futura deste Papa para justificar sua insignia, idéia expressa no texto "Orem pelo meu Sucessor", é compatível com a postura de fidelidade de São Francisco


Então os conceitos SE COMPLEMENTAM.



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Baseado na idade avançada de Jorge Mario Berglogio, o Papa Francisco I, "rapidamente" saberemos se de fato a interpretação acima está correta, e também as profecias a respeito dele e do destino da Igreja.


Mas este papa enfrentará, pelo menos, dois outros desafios que a mim parecem imensos :

- Se manter viva no Oriente Médio

- Resolver seus "conflitos" com a China.



Se de fato as profecias estiverem corretas e forem "Determinantes", este Papa enfrentará o maior dos desafios em nome da Fidelidade a JESUS, e a maioria de nós estará viva para ver isso.



Esperemos todos que estas profecias sejam "Futuros Possíveis", e que Petrus Romanus morra de velhice, em paz, e que estes eventos não ocorram.


Para entender melhor outras referencias e
o contexto sobre isso, não deixe de Ler :










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Comentários posteriores
(04/2013)



Olá a todos

Acho interessante complementar o texto original com algumas informações que surgiram após sua publicação.


Parravicini


Por exemplo a imagem abaixo da primeira audiência oficial do Papa Francisco, com um desenho de Benjamim Solari Parravicinifeito em1938.





Até poderia ser qualquer Papa, mas Parravicini cita especificamente "o homem da ARGENTINA", e o contexto, o COMEÇO DO COMEÇO, bem, Cristina Kirshner, Presidente da Argentina, foi o primeiro chefe de Estado recebido pelo Papa Francisco.

Ele também cita especificamente um papa chamado Pedro, em alguns de seus desenhos, e não só isso, pois o nomeia como o "ultimo papa", conforme o desenho abaixo da década de 1930, incomumente sem datação.




Embora a menção a 2002 do desenho acima esteja aparentemente incorreta, esta menção incorreta pode ser "explicada" para alguns casos como os de Parravicini ou Edgar Cayce, pessoas de alto grau de acertos sobre eventos mas com erros em datações, devido a mudanças na cadeia de eventos dos fatos vislumbrados.

Isso está melhor explicado no texto "Datas em Profecias" de 2008, sobre a 2ª premissa para datas em profecias, e também no Livro "O que são Profecias" de Fevereiro de 2012, conforme abaixo :

"-       a 2ª premissa


     também é baseada na intenção verdadeira daqueles que receberam a mensagem profética, e é correta dentro de uma "linha de eventos" específica. Acontecimentos posteriores alteraram esta "linha de eventos", e os acontecimentos proféticos vislumbrados foram postergados.



     Fatos profetizados que poderiam acontecer em um determinado período, não ocorreram porque suas pré-condições não foram satisfeitas (“futuros possíveis”). Se tais pré-condições ocorrerem no futuro, poderão novamente disparar o acontecimento profeciado, que ocorrerá em tempo diferente do previsto. Algumas afirmações de homens como Parravicini e Edgar Cayce podem ser incluídas neste caso, pois são fontes proféticas de alto grau de acerto, e ainda assim, com erros em datações.



    E falar em “linha de eventos” pode soar estranho, mas estamos falando de profecias, eventos que basicamente consistem na transcendência de um acontecimento no tempo e no espaço."



Parravicini está abordado na série de textos sobre "Homens que tiveram visão profética", mas cabe informar aqui neste texto sobre suas profecias ligadas ao papado, a Igreja e diretamente a um Papa argentino chamado de "Pedro", segundo ele, o último.




Prata

O Papa Francisco, em um gesto cercado de simbolismo, escolheu usar o Anel do Pescador (ou Anel de Pedro) feito em Prata, não o Ouro tradicional, e é a prata que originou o nome "Argentina", ligado a argenteus.

Argenta é o nome quimico da Prata, um mineral, e alguns também ligam isso a "pedra" (Petrus), e Argento era o nome da moeda em vigor durante o Império Romano, quando da institucionalização do Cristianismo por Constantino.


Argento


Argenta também é o nome de uma região da Itália, que ficava, na época da vida de São Francisco, dentro dos limites dos Estados Pontificius.






O Sobrenome

Não existe uma tradução ou consenso sobre o que significa Bernardone, o sobrenome de Francesco di Pietro di Bernardone ou São Francisco de Assis.

Mas um entendimento especulativo, baseado no estudo do sobrenome, afirma que ele está ligado a expressões religiosas, e o vincula (e suas variações) ao termo em inglês "Grace of God" ou "Graça de DEUS".

Com este entendimento, poderíamos "traduzir" o nome de São Francisco, 
o qual se remete o Papa Francisco, algo como :

"Francisco a Pedra (Pedro / Alicerce / Base) da Graça de DEUS".



Mas outros estudos etmológicos apontam para o nome germanico Bernardo, que em sua forma original indica  "Forte" ou ainda, "forte como um urso", no sentido de ressaltar a força. Mas tb "bravo"(de bravura ou coragem), ou ainda "combatente bravo/corajoso".


Com este entendimento, poderíamos "traduzir" o nome de São Francisco, 
o qual se remete o Papa Francisco, algo como :

"Francisco a Pedra (Pedro / Base / Alicerce) da bravura, força ou coragem".



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Para encerrar, abaixo as diretrizes do papado de Francisco, divulgado pelo secretário adjunto do Conselho Episcopal Latino-Americano, o Pbro. Leonidas Ortiz, e divulgado em 20/03/2013 pelo ZENIT, Organização que divulga diariamente informações Oficiais da Igreja Católica Apóstólica Romana.

"Por Leonidas Ortiz L., Pbro.
Boletim ZENIT, o Mundo visto de Roma


Na homilia de inauguração do ministério petrino, o papa Francisco apresentou alguns traços do que provavelmente será o programa do seu pontificado.

Em primeiro lugar, será um pontificado contextualizado em uma hermenêutica da continuidade em relação ao predecessor, Bento XVI, de quem Francisco está muito próximo "na oração, cheia de afeto e gratidão". Não haverá ruptura das ações programáticas do papa antecessor, mas uma continuidade e complementariedade criadora, com selo próprio latino-americano.


Um segundo elemento, extraído da escolha da festa de São José para iniciar o ministério petrino, é a função de "custódio" dos dons de Deus, que o papa Francisco quer desempenhar na vida da Igreja.

É preciso recordar que o documento de Aparecida, da V Conferência do Episcopado Latino-Americano (2007), em que o então cardeal Bergoglio foi presidente da Comissão de Redação, diz com muita clareza, seguindo o discurso inaugural de Bento XVI: a Igreja tem "... a grande tarefa de custodiar e alimentar a fé do povo de Deus e recordar aos fiéis deste continente que, em virtude do seu batismo, eles são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo". 


Logo a seguir, o texto trata da sede de Deus que os nossos povos manifestam e que, às vezes, pretende ser saciada com ofertas religiosas variadas, com expressões culturais alheias à tradição cristã ou com ideologias de tipo social ou político.

Há um terceiro elemento que pareceria de menor importância, mas que, no papa Francisco, é muito relevante: o estilo. Não se pode ser papa de qualquer jeito. É necessário ter estilo. Esse estilo vem representado nos três personagens que ele citou na homilia: Maria, José e Francisco de Assis. E os dinamismos desse estilo se expressam na discrição, na humildade, no silêncio, "mas com uma  presença constante e uma fidelidade total", bem como no respeito por todas as criaturas de Deus e pelo ambiente em que vivemos.

Uma quarta linha orientadora se situa no âmbito das exigências. Será um ministério com as atenções voltadas para Deus, mas atento também ao que o rodeia, aberto aos sinais dos tempos, que sabe ler com realismo os acontecimentos, sensível às necessidades das pessoas que lhe foram confiadas, disponível para escutar, guiado pela vontade de Deus e capaz de tomar as decisões mais sensatas.

Um quinto elemento da sua homilia é o paradigma da ternura, que é a virtude dos valentes e que se expressa na fortaleza de ânimo e na capacidade de atenção, de compaixão e de verdadeira abertura ao outro. É, enfim, o amor autêntico. Por isso, Francisco convidou a abraçar este paradigma com um convite à coragem: "Não devemos ter medo da bondade, da ternura".

No campo das opções, destaca-se a sua preocupação com os pobres e excluídos. Talvez o que mais foi destacado pela mídia foi a sua concepção do poder como serviço: "Nunca nos esqueçamos de que o verdadeiro poder é o serviço, e que o papa também, para exercer o poder, precisa entrar cada vez mais nesse serviço, que chega ao seu ápice luminoso na cruz".

Trata-se de um serviço especialmente voltado aos pobres e aos humildes, para "...acolher com afeto e ternura a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais frágeis, os menores; é o que Mateus descreve no juízo final sobre a caridade: o faminto, o sedento, o forasteiro, o nu, o doente, o encarcerado (cf. Mt 25,31-46). Só quem serve com amor sabe proteger".

Finalmente, o núcleo do ministério petrino de Francisco é Jesus Cristo. Tudo o que foi dito anteriormente só é possível quando se é capaz de responder ao chamado de Deus com disponibilidade, com prontidão. Por isso, ele diz com muita propriedade: "Cuidemos de Cristo em nossa vida, para cuidarmos dos outros, para salvaguardar a criação"
."



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Colaboraram com informaçoes diversos participantes da Comunidade Profecias no Orkut, e cito alguns como o Martin, Antonio Coelho, Eny, Rafael Peixoto, Yan, Luis Ferdnand, Ivone Ferreira, Abner Macoto, e outros não citados.

E também os amigos Ricardo Oliveira e Jose Maria Alencastro do Facebook.

Agradeço a todos, que com pontos de vista e informações variadas, 
colaboraram para o enriquecimento deste texto.




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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

São Malaquias


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Malachy O’Mongoir (ou Morgain) nasceu em Armagh, Irlanda do Norte,  no ano de 1094. Foi arcebispo de Armagh e primaz da Irlanda. Tornou-se padre em 1119, mas somente após ir a Roma, em 1145, começou a ter visões proféticas, falecendo 3 anos depois.

 São Malaquias



São Malaquias registrou uma lista de 111 divisas (ou insígnias) em latim, cada qual se referindo aos papas a partir de 1143, começando com Celestino II (1143-1144).

Escreveu esta e outras profecias, entregues antes de sua morte ao primeiro papa que ele profetizara, Celestino II.

Papa Celestino II



Malaquias profetizou inclusive o dia (finados) e local (Clairvaux, França) de sua própria morte, e a partir daí houve um vácuo de séculos, até que seus textos fossem novamente lidos.

Existe certa discordância a respeito de quantas são as divisas, 111 ou 112. A profecia refere-se a 112 papas, mas destaca 111 divisas, e isso causa a confusão. O ultimo Papa é descrito por um texto, que contem a divisa dentro dele.

Embora a primeira divisa seja ligada a Celestino II, nenhuma menção a “profecia dos papas” foi feita antes de 1595, quando o historiador e Monge Beneditino Arnold de Wion publicou seu livro chamado “A Árvore da vida” (Lignum Vitae), aonde menciona as profecias que hoje conhecemos como as Profecias dos Papas de Malaquias

As divisas, em geral, fazem menções a características pessoais do Papa, mas podem fazer menções a acontecimentos ou características marcantes do pontificado.

Por exemplo, Guido de Città de Castello ou Celestino II nasceu na Bologna, em Titerna, um forte construído sobre o rio Tibre, o mesmo que corta Roma. Sua divisa “Ex Castro Tiberis”, que significa “Do Castelo do Tibre”.

Outro exemplo, “De Labore Solis” ou “Do Trabalho do Sol”, e refere-se a João Paulo II.







A associação ficou clara durante seu pontificado, já que João Paulo II realizou o “trabalho do sol”, que “dá voltas” ao redor da Terra, fornecendo luz sem distinção. João Paulo II viajou a todos os continentes, foi a países islâmicos, comunistas e de outras religiões, sempre conclamando diálogo e o entendimento.

“De Labore Solis” também é uma expressão em latim que significa a ocorrência de eclipses.

Karol Wojtyła nasceu em 18 de Maio de 1920, quando ocorreu um eclipse parcial do sol na Ásia. E morreu em 2 de abril de 2005, quando outro eclipse solar ocorreu na América do Sul e em parte do Oceano Pacífico.

O papa Inocêncio III canonizou Malaquias em 1190.


As ultimas 7 divisas :

106 Pastor Angelicus,O Pastor Angélico
Pío XII (1939-1958).

107 Pastor et Nauta, Pastor e Navegante
João XXIII (1958-1963)

108 Flos Florum, A Flor das Flores
Paulo VI (1963-1978).

109 De Medietate Lunae, Da Meia Lua
João Paulo I (1978).

110 De Labore Solis, o Trabalho do Sol
João Paulo II.

111 De Gloria Olivae, Da Glória da Oliveira
Bento XVI

112 Petrus Romanus
In psecutione. extrema S.R.E. sedebit Petrus Romanus qui pascet oves in multis tribulationibus: quibus transactis civitas septicollis diruetur, Iudex tremendus iudicabit populum. Finis.

Pedro Romano
"Na derradeira perseguição da Santa Igreja Romana estará sentado (no sólio de Pedro) Pedro Romano, que apascentará suas ovelhas em meio a múltiplas tribulações: as quais transcorridas, a cidade das sete colinas destruída, o Juiz poderoso julgará o povo. Fim."


**   Atualização fundamental  ao tema  **

Em 25 de Outubro de 2013 


Srs.

o texto amplamente aceito para a ultima 

insignia de Malaquias, a de Petrus Romanus,

aceita inclusive por mim até 25 de Outubro último,  

está incorreto. 


**


Isso pode ser aferido diretamente na página abaixo, 
da Edição do Lignum Vitae (Árvore da Vida), de 1595.

Foi o primeiro Livro a publicar as Insignias de Malaquias.


(clique nas imagens para amplia-las)





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Faltavam duas palavras e outra estava incorreta.



O texto CORRETO é :

"In persecutione. extrema S.R.E sedebit Petrus Romanus qui pascet oves in multis tribulationibus: quibus transactis civitas septicollis dirueter, & Iudex tremedus iudicabit populum suum. Finis."




O texto INCORRETO e amplamente utilizado:

"In psecutione. extrema S.R.E. sedebit Petrus Romanus qui pascet oves in multis tribulationibus: quibus transactis civitas septicollis diruetur, Iudex tremendus iudicabit populum. Finis."


===


O "&" faz a ligação, portanto o texto traduzido sai de "o Juiz poderoso julgará" para "e o Juiz poderoso julgará".

O SUUM signfica "seu", então o texto sai de "julgará o povo" para "julgará o seu povo"(refere-se ao povo de Petrus Romanus).

Mas o mais surpreendente é o erro na grafia de "tremenduspara "tremedus", que é o correto.
O "tremendus" da versão incorreta significa algo como medroso, o total oposto ao "poderoso" que vem sendo amplamente usado na tradução.

Mas ainda assim a palavra estava errada.

O correto é "tremedus" é gerúndio de tremere, que significa tremer, ou seja, algo que treme por medo, por frio, etc.... Enfim, alguém ou algo com tremores, e da forma como está é uma qualificação do Juiz citado no trecho, "o que vem julgar". 

Então o trecho refere-se a um "juiz que treme", "que está tremendo", "com tremores" ou "trêmulo".

Muitos acabam modificando o "tremendo" pelo entendimento de algo acima da média, então substituem o termo por adjetivos que designam algo excepcional ou no sentido de Poderoso, mas refere-se apenas a "tremores" mesmo.

Os trechos corrigidos da insignia de Petrus Romanus mudam o texto, mas não mudam o entendimento final, que fica :

"Na derradeira perseguição da Santa Igreja Romana estará sentado (no sólio de Pedro) Pedro Romano, que apascentará suas ovelhas em meio a múltiplas tribulações: as quais transcorridas, a cidade das sete colinas destruída, e o Juiz (que está) tremendo julgará o seu povo (o de Pedro). O fim."




Todas as questões levantadas sobre o assunto permanecem válidas, assim como suas ligações com outras Profecias citadas, mas o texto correto é o acima indicado.


Mas agora temos mais uma pergunta: 

Porque o Juiz treme?


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Todos os demais textos do Blog MidiaeProfecia ou administrados por seu Moderador que mencionam a Insignia incorreta, serão corrigidos.


Obrigado.



**   Fim da atualização   **




E porque Bento XVI é Gloria Olivae ?


A Ordem dos Beneditinos foi estabelecida em 529 na Toscana, Itália, no Monte Cassino, região produtora de oliveiras desde tempos remotos, e são chamados de Olivetanos, termo utilizado até os dias atuais.

BENEDITINOS => OLIVETANOS => OLIVAE

Ratzinger escolheu seu nome papal em homenagem a São Bento ou São Benedicto, padroeiro da Europa e fundador da Ordem dos Beneditinos.

BENTO => BENEDICTO => BENEDITINOS => OLIVETANOS => OLIVAE

Bento XVI é “Gloria Olivae“, o penúltimo papa listado por Malaquias.


Além disso, e na MINHA OPINIÃO, a insignia pode ter relação com a admissão de Ratzinger, enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a espera messianica dos judeus.


Conforme o trecho do texto, O papa e o ac :

O trabalho assinado pelo então Cardeal e atual Papa, Joseph Ratzinger, na época Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, causou surpresa.

Ratzinger disse que "cristãos e judeus compartilham da espera pelo Messias, embora os judeus aguardem sua primeira vinda e os cristãos, a segunda", e ainda destacou, " a diferença reside no fato de, para nós (cristãos), aquele que virá terá as mesmas características do Jesus que já veio".

Isso se deu quando houve a formação de um trabalho em conjunto entre os judeus e o Vaticano, fruto do Jubileu em 2000, em que ambos se debruçaram sobre documentos históricos, buscando conciliação.



Autenticidade da profecia de Malaquias



É considerado que o fato da profecia de São Malaquias ter ficado na obscuridade, só tendo sido publicada em 1595, como o mais sério elemento para alegarem a falta de autenticidade da profecia.

Por que uma profecia escita no século XII viria a ser conhecida somente no século XVI ? Seria isto impossível de acontecer ? Sim, é possível e aceitável dado as limitações da época que a profecia de São Malaquias tenha ficado hibernando por quatrocentos anos em uma biblioteca de algum mosteiro distante.

É verdade que os livros anteriores a 1595, sobre Profecias, não mencionam a profecia de Malaquias. Mas, pouco a pouco, sobretudo após terem sido encontradas as relações com pontificados posteriores a 1595, a profecia foi lembrada e aceita como verdadeira.

No século XVIII, principalmente, ela foi criticada por alguns e para estes, tornou-se objeto de duros ataques contra sua autenticidade. Em 1794 é publicada uma obra que afirma que existia uma cópia da profecia anterior ao século XVI no convento benedictino de Rimini (Itália). E no final do século XIX, apareceram novas refutações metódicas vinda de religiosos contra as objeções de não autenticidade, e a profecia ganhou novamente destaque. .

O primeiro autor que falou da Profecia de São Malaquias foi o beneditino Arnold de Wion, em seu Lignum Vitae (Árvore da vida), ornamentuem et decus Ecclesiae, publicado em 1595 e dedicado a Felipe II, rei da Espanha. Ele mesmo diz que nenhum outro escritor havia ainda mencionado a profecia.



A aceitação da profecia pela Igreja

Alguns papas aceitaram, eles próprios, em sua vida pública, a aplicação das legendas a sua pessoa. Em 1670, Clemente X passou em Roma sob um arco ornado com a divisa De flumine magno, atribuída a ela na profecia. Em Roma, para comemorar a eleição de Alexandre VIII, se cunhou uma medalha com sua inscrição profética: Poenitentia gloriosa. Outros países seguiram o exemplo e medalhas com as inscrições de Malaquias apareceram em várias cidades européias para comemorar a eleição do Papa. Estes exemplos servem para, pelo menos, caracterizar a atitude da Igreja quanto à profecia: não aceitam oficialmente, mas não condenam.



A Lista Completa


1 Ex Castro Tiberis / Do Castelo do Tibre (Ano de 1143)
2 Inimicus Expulsus / Inimigos Expulsos
3 De Magnitudine Montis / Procedente de Montemagno
4 Abbas Suburranus / O Abade de Suburra
5 De Ruro Albo / De um Campo Branco
6 Ex Tetro Carcere / De um Horrível Cárcere
7 Via Transtiberina / Via Mais Além do Tibre
8 De Pannonia Tusciae / Da Hungria a Toscana
9 Ex Ansere Custode / Da Guarda do Ganso
10 Lux in Ostio / A Luz em Óstia
11 Sus in Cribro / O Porco na Peneira
12 Ensis Laurentii / A Espada de Lourenço
13 De Scholia Exiet / Saído de Scola(ri)
14 De Rure Bovensi /Do Campo dos Bois
15 Comes Signatus / O Conde de Segni
16 Canonicus Ex Latere / Canônico do Ladrilho
17 Avis Ostiensis / A Ave de Óstia
18 Leo Sabinus / O Leão Sabino
19 Comes Laurentius / O Conde de (São) Lourenço
20 Signum Ostiense / O Signo (Sinal) de Óstia
21 Jerusalem Campaniae / Jerusalém Campânia
22 Draco Depressus / O Dragão Arruinado
23 Anguineus Vir / O Homem da Serpente
24 Concionator Gallus / O Pregador Francês
25 Bonus Comes / O Bom Conde
26 Piscator Tuscus / O Pescador Toscano
27 Rosa Composita / A Rosa Dissimulada
28 Ex Telonio Liliacei Martini / Do Tesoureiro de Martinho dos Lírios
29 Ex Rosa Leonina / Da Rosa Leonina
30 Picus Inter Escas / O Pica-pau Entre os Alimentos
31 Eremo Celsus / Elevado da Solidão
35 De Sutore Osseo / Do Sapateiro de Ossa
36 Corvus Schismaticus / O Corvo Cismático
37 Abbas Frigidus / A Abade Frio
38 Ex Rosa Atrebatensi / Da Rosa de Arras
39 De Montibus Pammachii / O Lutador dos Montes
40 Gallus Vicecomes / O Visconde Francês
41 Novus de Virgine Forti / Forte da Virgem Nova
42 De Cruce Apostolica / Da Cruz dos Apóstolos
43 Luna Cosmedina / A Lua Cosmedina
44 Schisma Barcinonum / O Cisma de Barcelona
45 De Inferno Praegnani / Do Inferno de Pregnani
46 Cubus Mixtione / Cubo Sujeito à Mesclagem
47 De Miliore Sidere / De uma Estrela Melhor
48 Nauta de Pontenigro / Marinheiro do Mar Negro
49 Flagellum Solis / O Flagelo do Sol
50 Cervus Sirenae / O Cervo de Nápoles
51 Corona Veli Aurei / A Coroa do Véu de Ouro
52 Lupa Caelestina / A Loba Celestina
53 Amator Crucis / O Amante da Cruz
54 De Modicitate Lunae / Da Pequenez da Lua
55 Bos Pascens / O Boi que Pasta
56 De Capra et Albergo / De Cabra e Albergue
57 De Cervo et Leone / Do Cervo e do Leão
58 Piscator Minorita / O Pescador Menor
59 Praecursor Siciliae / O Precursor da Sicília
60 Bos Albanus in Portu / Boi de Álbano no Porto
61 De Parvo Homine / Do Homem Pequeno
62 Fructus Jovis Juvabit / O Fruto de Júpiter Comprazerá
63 De Craticula Politiana / A Grelha de Politiano
64 Leo Florentius / O Leão de Florença
65 Flos Pilae Aegrae / A Flor das colunas Vacilantes
66 Hyacinthus Medicorum / O Jacinto dos Médicos
67 De Corona Montana / Da Coroa do Monte
68 Frumentum Floccidum / O Trigo Insignificante
69 De Fide Petri / Da Fé de Pedro
70 Aesculapii Pharmacum / O Remédio de Esculápio
71 Angelus Nemorosus / O Anjo de Bosco
72 Medium Corpus Pilarum / O Corpo no Meio das Esferas
73 Axis in Meditate Signi / O Eixo no Meio do Emblema
74 De Rore Coeli / Do Orvalho do Céu
75 Ex Antiquitate Urbis / Da Cidade Antiga
76 Pia Civitas in Bello / Cidade Piedosa na Guerra
77 Crux Romulea / A Cruz dos de Roma
78 Undosus Vir / O Homem Agitado
79 Gens Perversa / A Nação Inimiga
80 In Tribulatione Pacis / Na Tribulação da Paz
81 Lilium et Rosa / O Lírio e a Rosa
82 Jucunditas Crucis / A Exaltação da Cruz
83 Montium Custus / O Guardião dos Montes
84 Sidus Olorum / A Estrela dos Cisnes
85 De Flumine Magno / Do Grande Rio
86 Bellua Insatiabilis / A Besta Insaciável
87 Poenitentia Gloriosa / A Penitência Gloriosa
88 Rastrum in Porta / O Rastelo na Porta
89 Flores Circumdati / Flores em Círculo
90 De Bona Religione / De Boa Religião
91 Miles in Bello / O Soldado no Combate
92 Columna Excelsa / A Coluna Elevada
93 Animal Rurale / O Animal dos Campos
94 Rosa Umbriae / A Rosa das Sombras
95 Ursus Velox / O Urso Veloz
96 Peregrinus Apostolicus / O Peregrino Apostólico
97 Aquila Rapax / A Águia Rapace
98 Canis et Coluber / O Cão e a Serpente
99 Vir Religiosus / O Varão Religioso
100 De Balneis Etruriae / De Balnes, Etrúria
101 Crux de Cruce / A Cruz da Cruz
102 Lumen in Caelo / A Luz no Céu
103 Ignis Ardens / O Fogo Ardente
104 Religio Depopulata / A Religião Despovoada
105 Fides Intrepida / A Fé Intrépida 

106 Pastor Angelicus - O Pastor Angélico
Pío XII (1939-1958).

107 Pastor et Nauta - Pastor e Navegante
João XXIII (1958-1963)

108 Flos Florum - A Flor das Flores
Paulo VI (1963-1978)

109 De Medietate Lunae - Do Meio (metade) da Lua 
João Paulo I (1978)

110 De Labore Solis - Do Trabalho do Sol
João Paulo II (2005)

111 Gloria Olivae - Glória da Oliveira
Bento XVI (2005 - ??)

112 Petrus Romanus 
In psecutione. extrema S.R.E. sedebit Petrus Romanus qui pascet oves in multis tribulationibus: quibus transactis civitas septicollis diruetur, Iudex tremendus iudicabit populum. Finis.

Na derradeira perseguição da Santa Igreja Romana estará sentado (no sólio de Pedro) Pedro Romano, que apascentará suas ovelhas em meio a múltiplas tribulações: as quais transcorridas, a cidade das sete colinas destruída, o Juiz poderoso julgará o povo. Fim.


Coincidência ?

A última divisa de Malaquias, alias a única que foi descrita em um contexto, demonstra a sua importancia.

E o próprio texto que fala por sí, quando narra sobre  "a derradeira perseguição da Santa Igreja Romana". A palavra "Finis" evidencia o fim da lista, o fim do papado e da Igreja Católica como a conhecemos ?

Ao que me parece, Malaquias deixa claro que durante Petrus Romanus, algo muito grave ocorrerá com a Igreja, mas também com a Europa e possivelmente, em todo o Mundo.

Não há como a "cidade das sete colinas" ser destruída, sem que a própria Itália e possivelmente toda a Europa, estejam em um cenário de guerra ou similar.

Se a Europa estiver em guerra, o Mundo estará em guerra.


A Grande Cidade, Roma, a cidade das sete colinas



E esta afirmação sobre Roma não está baseada apenas em Malaquias, mas em outros textos proféticos reconhecidos, como a própria Revelação, notadamente no Capítulo 17, mas também por pessoas como Dom Bosco, Anne Catherine Emmerich ou ainda a Aparição em Fátima.

Abaixo segue apenas um exemplo, o da aparição em Fátima, Portugal, para que se possa verificar a "coincidência" de suas afirmações.

Lembro aos Srs. que as Profecias feitas em Fátima, em 1917, foram divididas em 3 partes, sendo que as duas primeiras se cumpriram integralmente, uma em 1918 e a outra entre 1938 e 1939.



Texto do 3º segredo em Fátima, conforme revelado por Irmã Lúcia :

Lúcia (no meio - 10 anos) e seus dois primos:
Francisco (9 anos) e Jacinta (7 anos)



E vimos n’uma luz imensa que é DEUS: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia e ruínas, e meio trêmulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições.

Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n’êles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de DEUS.”

O cenário da mensagem escrita em 1944 por Irmã Lúcia, e único texto endossado por ela, sendo ela uma das três crianças que viu e ouviu diretamente Nsa.Sra. na aparição de 1917 em Fátima, Portugal, fala de um cenário de destruição ( .. Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia e ruínas .. ), sofrimento e morte ( .. meio trêmulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho .. ), e guerra ( .. prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas .. ).

Em 2000 o Vaticano ligou esta mensagem ao atentado cometido contra João Paulo II, em 13 de maio de 1981, dia consagrado a Nsa.Sra. em Fátima, cuja a primeira aparição foi em 13 de maio, e divulgando que a profecia foi cumprida.


Entendo que a leitura do texto de Lucia evidencia que a comparação com o atentado realizado contra João Paulo II não tem qualquer relação, pois basta ler para perceber que estes 4 elementos, Destruição, Sofrimento e Morte, e a Guerra, não estavam presentes no atentado.

Além disso, a mensagem revelada em Fátima é clara, o papa morre: “ .. prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas “

Segundo o documento divulgado, na época, pelo Vaticano: “.. a Irmã Lúcia concorda plenamente com o papa, afirmando que foi a mão da Virgem que guiou as balas e fez João Paulo II sobreviver ao atentado”.

No entanto nada é dito sobre a concordância com a interpretação sobre o terceiro segredo.




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